terça-feira, 15 de novembro de 2016

O ano em que você nasceu pode indicar as gripes que vai pegar na vida



O ano do seu nascimento pode prever, até certo ponto, se você vai morrer ou ficar seriamente doente contraindo um surto de gripe de origem animal, isso é o que diz um estudo feito em conjunto por pesquisadores das Universidades do Arizona e da Califórnia (EUA).
O estudo, publicado na revista Science, afirma que a exposição a um vírus Influenza durante a infância dá às pessoas uma proteção parcial para o resto da vida contra vírus diferentes, mas diretamente relacionados. Ou seja, se você pegou uma dessas gripes enquanto ainda era criança, o vírus não o atingirá com tanta força depois de adulto.
Os pesquisadores analisaram dados de todos os casos humanos conhecidos de dois tipos de gripe aviária (mais de 1.400 pessoas no total) e encontraram evidências de imunidade humana anteriormente não reconhecida contra vários vírus que circulam em animais.
Os cientistas também descobriram que as pessoas nascidas antes de 1968 são mais suscetíveis a certos vírus, enquanto as pessoas nascidas durante ou após esse ano estão mais em risco para diferentes tipos de gripe
A pesquisa analisou os vírus influenza H5N1 e H7N9, ambos já provocaram doenças graves e até a morte de humanos.Desde 2013, quando H7N9 foi detectado pela primeira vez, os cientistas ficaram perplexos pelo fato de que os dois vírus tendem a afetar diferentes faixas etárias: crianças e jovens adultos são mais propensos a ser infectados por H5N1, enquanto H7N9 afeta adultos mais velhosA partir dos dados desses dois tipos de Influenza, os pesquisadores descobriram que a primeira gripe contraída na vida deixa uma espécie de "impressão imunológica" que determina contra qual gripe o organismo está mais protegido.Os vírus da gripe se dividem em dois grupos. O grupo 1 é constituído pelos subtipos H1, H2 e H5 aviário, enquanto o grupo 2 contém H3 sazonal e H7 aviário.Os cientistas acreditam que uma pessoa que já foi exposta a um vírus Influenza (de gripe) tem menos chance de ter uma doença grave originária do mesmo grupo viral. A linha divisória para as duas faixas etárias é 1968, ano em que a propagação de um vírus da gripe originado em Hong Kong provocou a morte de quase 1 milhão de pessoas.Pessoas nascidas desde 1968 são mais propensas a ter proteção contra H7N9, que está mais estreitamente relacionado com o vírus de 1968 do que com os vírus da gripe que circulavam antes. As pessoas nascidas antes de 1968 provavelmente terão proteção contra o H5N1.
Ficou difícil entenderPor exemplo, uma pessoa que nasceu em 1968 provavelmente pegou sua primeira gripe por uma infecção de um vírus do grupo 1. Esses indivíduos parecem protegidos contra os vírus que estão no mesmo grupo, incluindo o H5N1.Já quem nasceu depois de 1968 teve o primeiro contato com um vírus do grupo 2, então estaria mais protegido contra o H7N. De acordo com a pesquisa, os mesmos métodos poderiam ser usados para qualquer país com dados suficientes para estimar quais os grupos etários teriam o maior risco de doença grave em uma pandemia.Os cientistas ressaltam que essa descoberta pode ajudar a prevenir uma epidemia de gripe. "Nossos resultados sugerem que deve ser possível prever distribuições etárias de infecção grave em futuras pandemias. Também é possível prever o potencial que novos vírus da gripe de diferentes grupos genéticos têm de causar surtos importantes na população humana", explica Katelyn Gosti, uma das autoras do estudo.

Maria Helena Araújo/jornalista/fonte/ UOL Ciência e Saúde

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Quanto mais você mente, mais fácil fica, demonstra estudo

Seja para sonegar impostos ou trair o companheiro, as pequenas mentiras que contamos podem rapidamente se transformar em grandes, assegura um estudo divulgado na segunda-feira que descreve a desonestidade como uma "ladeira escorregadia".

Mentiras em série, além disso, provocam uma redução da resposta emocional no cérebro, relataram pesquisadores na revista científica "Nature Neuroscience".
Na verdade, a ligação bioquímica é tão forte que os cientistas poderiam prever com precisão em experimentos o quão grande é uma mentira que alguém está prestes a contar só de olhar para os exames cerebrais das suas mentiras anteriores.

"Este estudo é a primeira evidência empírica de que o comportamento desonesto aumenta quando é repetido", disse o autor principal do estudo, Neil Garret, pesquisador do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade College de Londres.
Compreender como as pessoas passam de contar pequenas mentiras para contar mentiras deslavadas, apesar das normas sociais ou morais que desencorajam a desonestidade, é de grande interesse acadêmico, argumentam os autores.

Bola de neve
Quer se trate de "infidelidade, doping em esportes, inventar dados científicos ou fraude financeira, os enganadores com frequência recordam que pequenos atos de desonestidade cresceram como uma bola de neve ao longo do tempo", observou o coautor Tali Sharot, também da Universidade College London.
"De repente eles se viram cometendo crimes bastante grandes", acrescentou.

Nos experimentos, cerca de 80 voluntários foram convidados a avaliar individualmente fotos de alta resolução de frascos de vidro cheios com diferentes quantidades de moedas de um centavo.
Em seguida, através de um computador, eles foram instruídos a aconselhar um parceiro à distância olhando para uma imagem de baixa resolução do mesmo frasco sobre quanto dinheiro continha.
Esses parceiros eram, na verdade, atores trabalhando para os cientistas, mas os voluntários não sabiam disso.

No primeiro teste, os voluntários receberam um incentivo para serem honestos.
"Eles foram informados de que quanto mais precisa fosse a estimativa do seu parceiro, mais dinheiro ambos receberiam", explicou Garrett em uma coletiva de imprensa.
Isto definiu um ponto de referência para outros cenários em que os voluntários receberam um incentivo para mentir.

Em um experimento, uma mentira deliberada resultou em ganhos tanto para o conselheiro quanto para o aconselhado. Em outro, o voluntário sabia que uma mentira teria bons resultados para ele às custas do parceiro.

A prática leva à perfeição
 
"As pessoas mentem mais quando isso é bom para elas e para a outra pessoa", disse Sharot.
"Quando é bom só para elas, mas fere outra pessoa, elas mentem menos", acrescentou.
Os participantes diferiram extremamente em relação a quanto eles se desviaram da verdade e à taxa em que sua desonestidade aumentou.

E aqueles previamente identificados nos questionários como menos francos também eram mais propensos a mentir durante o experimento.
Mas a maioria dos voluntários não apenas caiu facilmente em um padrão de dissimulação - eles também incrementaram a intensidade das suas mentiras ao longo do tempo.

Vinte e cinco dos participantes foram submetidos a exames de ressonância magnética - varreduras do cérebro - durante os experimentos.
A parte do cérebro que processa as emoções, a amígdala, respondeu fortemente quando as mentiras ocorreram.
Pelo menos foi isso o que aconteceu inicialmente.

Conforme as mentiras ficavam mais ousadas, a amígdala iluminava cada vez menos, um processo que os pesquisadores chamaram de "adaptação emocional".
"A primeira vez que você trapaceia nos seus impostos, por exemplo, você pode se sentir muito mal com isso", disse Sharot. "Esse sentimento ruim inibe a sua desonestidade".

"Mas da próxima vez que você enganar, você já terá se adaptado, e haverá menos reações negativas para te deter", acrescentou.
Ainda não está claro se a atividade reduzida no centro de comando emocional do cérebro ajudou a impulsionar o deslize em direção à desonestidade, ou se era simplesmente um reflexo dela.

Mas uma conclusão do estudo parece inevitável: quanto mais você mente, melhor você fica nisso. "Se a excitação emocional diminui, é possível que as pessoas sejam menos propensas a serem pegas em uma mentira", disse Sharot.

Maria Helena Araújo/jornalista/fonte G1 Ciência e Saúde

Mulheres já bebem quase tanto quanto os homens, diz estudo

As mulheres estão consumindo álcool praticamente na mesma quantidade que os homens - e sentindo os seus efeitos na saúde na mesma intensidade -, de acordo com um estudo conduzido pela Universidade de New South Wales, na Austrália.

A análise se baseou em dados sobre pessoas nascidas entre 1891 e 2001 em todo o mundo, mas provenientes, em sua maioria, da Europa e da América do Norte.

A pesquisa identificou uma mudança substancial nos hábitos desde o início do século 20 até os dias de hoje.
Na geração atual, segundo o estudo, os homens consomem apenas 10% mais álcool do que as mulheres, enquanto no começo dos anos 1900 eles consumiam mais que o dobro (2,2 vezes) do álcool consumido por elas.
Como consequência, os impactos na saúde das mulheres também se assemelha ao que ocorre entre os homens.

Os homens do início do século passado costumavam beber em níveis problemáticos três vezes mais frequentemente que as mulheres. Hoje em dia, essa diferença passou para apenas 1,2 vez.

Além disso, a população masculina costumava ser 3,6 vezes mais suscetível a problemas de saúde decorrentes do consumo de álcool, como cirrose hepática. Agora, os homens são suscetíveis a esses problemas apenas 1,3 vez mais do que as mulheres.

Mudança social

Os pesquisadores consideram que parte da guinada em direção à paridade pode ser explicada pela mudança nos papéis exercidos por homens e mulheres na sociedade.

Segundo o professor Mark Petticrew, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, o aumento da disponibilidade da bebida no mercado e a publicidade de álcool voltada para mulheres - especialmente as mais jovens - também são fatores importantes.

"O consumo de álcool e os problemas relacionados a ele eram historicamente vistos como um fenômeno masculino," alerta Petticrew.

Já não são mais, diz o pesquisador. Por isso, o estudo recomenda que os esforços para moderar o consumo de álcool e reduzir os problemas decorrentes desse abuso sejam também direcionados ao público feminino.
"Os profissionais de saúde precisam ajudar as pessoas – tanto homens quanto mulheres – a compreender os riscos do consumo de álcool e saber como reduzir os seus efeitos maléficos", afirma o professor.

 Maria Helena Araújo/jornalista/fonte UOL Notícias e Saúde

Doenças que passam pelo sexo estão mais fortes e podem virar superbactérias


Pegar uma DST (Doença Sexualmente Transmissível) nunca esteve na lista de desejos de ninguém, mas também não costumava causar grandes preocupações. Agora, isso deve mudar.

A clamídia, a gonorreia e a sífilis estão mais fortes do que nunca, em crescente resistência aos antibióticos. A OMS (Organização Mundial da Saúde) até divulgou um alerta sobre isso.

As três são infecções sexualmente transmissíveis causadas por bactérias e geralmente curáveis com antibióticos. Mas a falta de diagnóstico, o mau uso de medicamentos e a prescrição excessiva dos mesmos remédios resultaram na resistência aos efeitos dos antibióticos e reduziram as opções de tratamento.

Para entender o fortalecimento das bactérias, imagine a situação: Você fica doente e centenas de bactérias aparecem no seu organismo. Ao tomar antibiótico você mata as bactérias. Mas algumas vezes, antes do fim dos dias do remédio você já se sente melhor e para de tomá-lo. Ao interromper o uso você pode deixar de matar algumas bactérias. As "teimosas" sobreviventes se tornam resistentes ao antibiótico.

"E não é porque você nunca tomou um antibiótico errado na vida que não precisa se preocupar. Você pode ser infectado de primeira por bactérias mais resistentes que foram selecionadas em outro organismo", afirma Ana Cristina Gales, infectologista e professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

E agora, como enfrentar as DSTs?

A estimativa da OMS é de que, a cada ano, 131 milhões de pessoas são infectadas com clamídia; 78 milhões com gonorreia; e 5,6 milhões com sífilis. 

Das três doenças, a gonorreia foi a que desenvolveu a maior resistência aos medicamentos. Foram identificadas cepas de N. gonorrhoeae multirresistentes que não reagem diante de nenhum dos antibióticos existentes. No caso da sífilis, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, admitiu que o Brasil está vivendo uma epidemia.

Para tentar conter o avanço, a solução sugerida no guia da OMS é o uso de antibióticos mais eficazes e reforçar a necessidade do paciente usar na dosagem correta, pelo período correto e no horário determinado.

"Um remédio mais eficaz vai resolver o problema agora. Mas podemos entrar em um ciclo vicioso", explica Gales. Os antibióticos mais comuns deixarão de ser usados já que não matam mais as bactérias. Assim, os medicamentos mais eficazes serão distribuídos em larga escala e daqui alguns anos as bactérias também podem ficar resistentes a eles. E então será preciso outro antibiótico ainda mais eficaz.
Todos os tratamentos com antibióticos em doenças bacterianas favorecem para uma seleção de bactérias mais resistentes. Para acabar com as DSTs não temos que discutir sobre um remédio melhor e sim sobre a prevenção"

Ana Cristina Gales, infectologista e professora da Unifesp
Para a infectologista, o melhor caminho para prevenir e frear infecções sexualmente transmissíveis é lembrar daquele famoso conselho: use camisinha.

 
"Parece que todo mundo já sabe da importância do preservativo, mas precisamos repetir para que todos realmente usem. Em um cenário em que bactérias estão ficando resistentes aos antibióticos a camisinha impede a infecção e pode pôr um fim na transmissão."
 
Outra ajuda no controle da infecção é a criação de uma base de dados para as DSTs.
A professora afirma que antigamente o Ministério da Saúde não recomendava que os médicos fizessem exames mais aprofundados nos pacientes. Caso apresentassem os sintomas da DST, deviam receber o medicamento direto.

"O esquema antigo impediu a criação de um banco de dados para analisar a resistência das bactérias. Porém, o novo protocolo de 2016 recomenda o exame físico e teste laboratorial. Com isso conseguiremos criar um dado nacional para acompanhar de perto a resistência das bactérias", explica. Assim, será possível saber quais bactérias estão circulando no país e quais são resistentes a que remédios.

Maria Helena Araújo/jornalista/fonte UOL Notícias Saúde

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A rara síndrome pós-orgasmo que só afeta homens

Para algumas centenas de homens em todo o mundo a experiência de um orgasmo pode não estar ligada ao prazer.
Isto ocorre por causa da síndrome da doença pós-orgásmica (POIS, na sigla em inglês), um problema raro que afeta exclusivamente os homens.
Os sintomas vão desde cansaço e febre até diarreia e ocorrem como consequência de um orgasmo.
 
A doença foi identificada em 2002 pelo cientista holandês Marcel Waldinger, neuropsiquiatra da Universidade de Utrecht, na Holanda.
E, até o momento, o médico conseguiu encontrar pouco mais de 200 homens que sofrem desta síndrome.
Mas ele acrescenta que a doença pode ser mais comum do que se pensa.
Geralmente muitos homens não falam sobre o problema por conta da vergonha e confusão que os sintomas causam. Outros sequer sabem que têm o problema.

Causas?
 
Desde que o problema foi descoberto os cientistas identificaram várias possibilidades de causas, de uma possível alergia ao próprio sêmen ou em função de um distúrbio neurobiológico.
Alguns pacientes enfrentam o transtorno durante toda a vida adulta, o chamado "POIS Primário" Em outros casos, chamados de "POIS Adquirido", a doença se desenvolve com o passar dos anos.
Isto levou Waldinger a acreditar que o problema poderia ter uma base psicológica.
Em 2016 foi realizado um novo estudo com 45 homens que sofrem da doença e da análise dos resultados surgiram novas teorias para explicar a origem da POIS.

Os pesquisadores adicionaram à lista de causas uma reação autoimune ao plasma seminal. Os cientistas acreditam que esta reação alérgica pode ser tratada com injeções regulares de sêmen diluído.
Este tratamento ainda está em fase experimental e só foi administrado em dois pacientes.
O relatório mais recente de Marcel Waldinger afirma também que a síndrome poderia estar ligada a uma disfunção da glândula pituitária e também à deficiência de testosterona.
Barry Komisaruk, cientista especializado em respostas neuronais a estímulos sexuais e diretor do Programa de Pesquisa Biomédica da Universidade de Rutgers, em Newark, Estados Unidos, também iniciou sua própria pesquisa.
Na teoria desenvolvida por Komisaruk a causa da doença está ligada ao nervo vago ou pneumogástrico, um nervo craniano que envia impulsos para quase todos os órgãos.
Komisaruk afirma que, nos casos de homens que sofrem com a síndrome, este nervo poderia estar atrofiado.
"Muitos dos sintomas que os pacientes apresentam são mediados pelo nervo vago", explicou.

Sintomas
 
Entre os sintomas que Waldinger identificou nos pacientes que sofrem da doença está o cansaço extremo, dificuldades de memória e problemas de concentração.
Cerca de 85% dos pacientes do médico holandês sofrem com isso.
 
Todos os sintomas aparecem depois do orgasmo, alguns segundos, minutos ou poucas horas após a ejaculação.
E, para piorar, a maioria destes sintomas pode durar entre dois e cinco dias.

Tratamento difícil
 
Homens que sofrem com a síndrome da doença pós-orgásmica participam de um fórum para compartilhar suas experiências, o Fórum POIS Center, e falar sobre truques para tentar driblar os sintomas.
Mas as variações de sintomas de um paciente para outro faz com que o desenvolvimento de um tratamento único seja ainda mais difícil.
Pacientes já tentaram tratamentos à base de vitaminas e adesivos de testosterona, além da eliminação de todos os laticínios de suas dietas.
Outros, já em desespero, tomam sedativos e antibióticos.
No entanto a má notícia é que, até o momento, a única medida que realmente parece funcionar é a abstinência sexual.
E, pelo fato de os pesquisadores ainda não saberem qual a causa ou causas exatas do problema, dificulta o desenvolvimento de um remédio eficaz.
Mas, como afirmam muitos usuários do Fórum POIS Center, o importante por enquanto é divulgar mais a doença. Com mais pessoas falando sobre a síndrome e conhecendo a doença, maiores serão as chances de se encontrar uma cura.

Maria Helena Araújo/jornalista/ fonte Bem Estar

Pessoas que melhoram sua dieta reduzem risco de diabetes

Adotar uma dieta saudável  pode diminuir o risco de diabetes tipo 2 ao longo do tempo, enquanto piorar a dieta frequentemente leva a um aumento do risco, segundo um estudo americano publicado em setembro.

"Apesar de recentes recomendações de saúde pública terem focado de forma crescente na melhora geral da qualidade da dieta, as evidências sobre se mudar a dieta na idade adulta tem impacto na prevenção da diabetes em longo prazo são limitadas", disse a principal autora do estudo, Sylvia H. Ley, da Universidade Harvard.

"Conseguimos evidência de que melhorar a qualidade da dieta na idade adulta está associado à prevenção da diabetes tipo 2, enquanto piorar a qualidade da dieta está associado a um risco aumentado de diabetes", acrescentou.

Os pesquisadores analisaram dados de mais de 124 mil adultos que não tinham diabetes no início de três grandes estudos de longo prazo que avaliaram estilo de vida e resultados de saúde. Os voluntários foram observados por ao menos 20 anos e classificaram a qualidade de sua dieta a cada quatro anos.

Houve 9.361 casos de diabetes tipo 2 durante os estudos. Quando a qualidade da dieta diminuiu em mais de 10% entre os levantamentos feitos a cada quatro anos, o risco de diabetes subiu em 34%. Melhorar a qualidade da dieta na mesma proporção levou a uma queda de 16% no risco de desenvolver diabetes.

Para os fins do estudo, uma dieta mais saudável incluiu maior consumo de vegetais, frutas, grãos integrais, nozes e legumes e menor consumo de carne vermelha ou processada, bebidas açucaradas e sucos de fruta, gordura trans e sódio, assim como consumo moderado de álcool.

Maria Helena Araújo/jornalista/fonte Bem Estar

Brincar ajuda a criança a se socializar e a desenvolver habilidades

A pediatra e médica do esporte, Dra. Ana Lúcia de Sá Pinto explica como brincar desenvolve o cérebro e fala também porque a Organização Mundial de Saúde pede que os países aumentem o imposto sobre refrigerantes para diminuir o consumo.
A OMS recomenda que as crianças façam pelo menos 60 minutos de atividade física diária, moderada ou intensa. Brincar é uma atividade completa: ajuda a criança a se socializar e desenvolve habilidades que são muito importantes para a vida adulta.
Quando a criança brinca ela segue regras. Brincar melhora a capacidade cognitiva e a criança apresenta um melhor desempenho na escola. Auxilia no desenvolvimento motor, muscular, ósseo e articular. Oxigena os pulmões e aumenta a força.
E se a brincadeira for ao ar livre: a luz solar regula o metabolismo e o sono. A atividade física para agradar a criança deve ser algo lúdico, deve estimular a brincadeira no esporte para que isso seja prazeroso e não uma obrigação.
Os adultos precisam se envolver nas brincadeiras para estimular a atividade, o correr, o pular, o raciocinar. Mas também precisam sentir prazer, não pode ser obrigação.

Maria Helena Araújo/jornalista/fonte Bem Estar